
A História da Engenharia Eletrônica
A Engenharia Eletrônica resulta das descobertas da eletricidade e do eletromagnetismo, tendo como advento a criação do radar, do sonar e dos sistemas utilizados na área bélica durante a segunda guerra mundial, além de ter ajudado no avanço tecnológico do telégrafo, do telefone e rádio. Anteriormente à guerra, ela ficou conhecida como "engenharia de rádio", mas só na segunda metade do século XX, que passou a ser conhecida como Engenharia Eletrônica, já com a produção de circuitos integrados, placas, hardwares e softwares. Nomes como Michael Faraday, Hans Ørsted, André-Marie Ampère, Alexander Graham Bell, Georg Simon Ohm, Nikola Tesla, Thomas Edison, Alan Turing, John Eckert e John Mauchly contribuiram para o desenvolvimento dessa área profissional que hoje atua geralmente na fabricação de semicondutores e microprocessadores.
Alguns Componentes Eletrônicos e suas Funções

Resistor
Como a finalidade do resistor é limitar a corrente em um determinado ponto do circuito. É a grandeza elétrica medida em Ohms que determina a oposição do componente a passagem de corrente.

Capacitor
Sua característica é armazenar cargas elétricas em um campo elétrico. É formado basicamente por duas placas paralelas separadas por um material isolante, chamado de dielétrico.

Indutor
É um componente eletrônico capaz de armazenar energia em forma de campo magnético, gerado pela corrente elétrica que passa pelo indutor. Bobina e solenoide também são nomes comuns para o indutor.

Diodo
É um componente eletrônico que permite a passagem de corrente em somente um sentido. É construído a partir de um material semicondutor, uma espécie de meio termo entre um material condutor e um material isolante.

Transistor
Assim como o diodo, são construídos a partir de um material semicondutor. Sua finalidade é controlar a passagem de corrente. O transistor normalmente possui três terminais, a base, o coletor e o emissor.

Relé
Um Interruptor eletromecânico. O dispositivo é acionado quando a corrente elétrica percorre as espiras da bobina do relé, criando assim um campo magnético que por sua vez atrai a alavanca responsável pela mudança do estado dos contatos.

CURIOSIDADES:
No mês de novembro, comemora-se o dia do engenheiro eletricista no Brasil. A data de 23 de novembro foi escolhida por ter sido nessa ocasião, em 1913, que o Instituto Eletrotécnico de Itajubá foi fundado.
Estima-se que a primeira pessoa a se dar conta da existência da eletricidade foi o filósofo grego Tales de Mileto, nascido por volta de 623 a.C. A descoberta se deu quando ele esfregou um pedaço de âmbar e uma peça de pele de carneiro e percebeu que fragmentos de palha eram atraídas pelo âmbar. É justamente dessa experiência que surgiu a palavra 'eletricidade', que vem do grego 'élektron', cujo significado é 'âmbar
A lâmpada elétrica incandescente, uma das maiorias invenções da humanidade, foi criada em 1879 por Thomas Edison. Além disso, o inventor norte-americano patenteou outras 424 criações relacionadas à luz elétrica. Já a lâmpada fluorescente foi criada por Nikola Tesla, um cientista austríaco nascido em 1856. Ele também inventou o rádio, a corrente alternada e a Bobina de Tesla. É sabido que Edison e Tesla trabalharam juntos, mas tiveram desentendimentos.
O próprio Thomas Edison trouxe para o Brasil, a pedidos de Dom Pedro II, os aparelhos inventados por ele. Dessa forma, em 1879 ocorreu a inauguração da iluminação elétrica em nosso país, na cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente na Estação Central da Estrada de Ferro D. Pedro II.
Durante muitos anos, a eletricidade era estudada nas faculdades de física, sendo considerada um subcampo de estudo. Foi por volta de 1880 que algumas universidades e institutos incluíram o curso de graduação em engenharia elétrica, como no caso do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos.
Engenheiro elétrico ou engenheiro eletricista?
Há muitas controvérsias em relação ao termo adequado para se referir aos profissionais dessa área. Muitos pensam que dizer 'engenheiro elétrico' está errado, pois o adjetivo pode passar a ideia de que o engenheiro é carregado eletricamente ou que pode dar choques. O colunista Sérgio Rodrigues, por outro lado, acredita que o termo é aceitável, pois "o profissional herda diretamente o adjetivo que distingue sua atividade", como nos casos de 'jornalista esportivo', 'programador visual' ou 'guarda florestal'. Além disso, o dicionário Houaiss aceita esse termo. O CREA, no entanto, registra como 'engenheiro eletricista' quem cursou essa engenharia. Dessa forma, podemos considerar que ambos são aceitáveis.
Em que ramos pode trabalhar:
Automação
Projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial.
Eletrônica
Desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição de dados (por exemplo, áudio, temperatura, umidade, pressão), transmissão de dados por radiofrequência, entre outros.
Eletrotécnica (potência e energia)
Planejar e operar sistemas elétricos, da geração à distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e equipamentos usados no sistema de geração, transmissão e distribuição. ampliar as redes de alta-tensão e dar manutenção a elas.
Engenharia biomédica
Especificar e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir equipamentos e fazer a manutenção deles.
Hardware e programação
Desenhar componentes e desenvolver sistemas.
Instrumentação
Projetar e desenvolver equipamentos para a realização de medidas, registro de dados e atuadores.
Microeletrônica
Projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) destinados a sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outras finalidades.
Telecomunicações
Desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som. Projetar e construir sistemas e equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais.
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